Você deu entrada no pedido de BPC/LOAS, aguardou meses e, de repente, recebeu a notícia: benefício indeferido. O que mais assusta é que o corte aconteceu antes mesmo de você passar pela avaliação da assistente social.
Isso é mais comum do que se imagina, mas tem motivos específicos. Entender por que o INSS barrou seu pedido logo no início é o primeiro passo para reverter a situação.
O BPC é um benefício assistencial e o CadÚnico é a porta de entrada. Se houver qualquer erro ali, o sistema do INSS nega o pedido automaticamente.
O critério principal do BPC é a renda de até 1/4 do salário mínimo por pessoa da casa. O INSS faz um cruzamento de dados bancários e de emprego de todos que moram com você. Se o sistema “entender” que a renda ultrapassa esse valor, ele nega o benefício por falta de miserabilidade, sem precisar te mandar para a perícia social.
Lembre-se: o processo do BPC para deficientes tem duas etapas: a Perícia Médica e a Avaliação Social. Se você passou primeiro na perícia médica e o perito entendeu que a sua condição não gera um impedimento de longo prazo (mínimo de 2 anos), o processo morre ali. Você nem chega a ser convocado para a conversa com a assistente social.
Muitas vezes, o segurado esquece de incluir alguém que mora na casa ou inclui alguém que não deveria (como um filho que já casou e mora em outra residência). Essas falhas nos CPFs da família travam o processo na fase de análise documental.
Se o seu LOAS foi negado antes da perícia social, você tem três caminhos:
Não tente “esconder” pessoas no CadÚnico. O sistema do INSS está cruzando dados até com contas de luz e registros de vizinhança. A melhor forma de conseguir o benefício é através da transparência e do uso da lei para excluir rendas que não devem ser somadas (como outros BPC ou aposentadorias de um salário mínimo na mesma casa).
