Epilepsia Dá Direito ao BPC/LOAS? Veja o Caso Reconhecido pelo TRF3 e Entenda Seus Direitos

Epilepsia Dá Direito ao BPC/LOAS? Veja o Caso Reconhecido pelo TRF3 e Entenda Seus Direitos

Você sabia que pessoas com epilepsia podem ter direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), garantido pela Lei Orgânica da Assistência Social? Recentemente, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) decidiu a favor de uma mulher com epilepsia, obrigando o INSS a conceder o benefício assistencial. Essa decisão é um importante precedente para quem enfrenta limitações graves de saúde e vive em situação de vulnerabilidade social.


Entenda o Caso: BPC Concedido a Mulher com Epilepsia

A autora da ação sofre de epilepsia desde os 11 anos, apresentando crises frequentes que limitam sua autonomia e capacidade de trabalho. Após ter o pedido negado na Justiça Estadual, ela recorreu ao TRF3, buscando o reconhecimento de seu direito ao BPC.

O que o Tribunal Levou em Conta?

  • Laudo médico pericial: comprovou a epilepsia e suas consequências sobre a vida da autora, ressaltando os impactos não apenas físicos, mas também sociais e emocionais, devido ao preconceito enfrentado por portadores da condição.
  • Estudo social: demonstrou que a autora vive em condições precárias, em imóvel alugado e com renda familiar inferior a meio salário mínimo por pessoa, limite exigido para concessão do benefício.

O TRF3 concluiu que, diante da condição de saúde e da situação de vulnerabilidade, a autora preenche os requisitos legais para receber o BPC/LOAS, determinando que o benefício fosse pago desde o primeiro pedido feito ao INSS.


O Que é o BPC/LOAS?

O Benefício de Prestação Continuada (BPC), previsto na Lei 8.742/93, garante o pagamento de 1 salário mínimo mensal a:

  • Pessoas com deficiência (física, mental, intelectual ou sensorial), inclusive doenças como epilepsia,
  • Idosos com 65 anos ou mais,
  • Desde que não tenham meios de prover a própria manutenção e cuja renda familiar per capita seja inferior a 1/4 do salário mínimo (em alguns casos, o Judiciário aceita até 1/2 salário).

Epilepsia Dá Direito ao BPC?

Sim, desde que comprovada:

  • A incapacidade de participar de forma plena e efetiva na sociedade, em igualdade com as demais pessoas,
  • A situação de vulnerabilidade social, com baixa renda familiar.

Importante: Nem toda pessoa com epilepsia terá direito automático ao BPC. É necessário que a condição gere uma deficiência grave e que os requisitos sociais sejam atendidos.


Como Comprovar o Direito ao BPC?

  1. Laudo Médico Detalhado, com CID da epilepsia e descrição das limitações causadas.
  2. Estudo Social, geralmente feito por assistentes sociais, comprovando a situação econômica.
  3. Cadastro Único (CadÚnico) atualizado.
  4. Documentos de renda de todos os integrantes da família.

O Que Fazer Se o INSS Negar o Pedido?

Caso o INSS negue o pedido do BPC, o segurado pode:

  • Recorrer administrativamente dentro do próprio INSS,
  • Ou entrar com uma ação judicial.

Na Justiça, é possível apresentar novos laudos e solicitar uma nova perícia médica e social, como ocorreu no caso julgado pelo TRF3.


Por Que Essa Decisão é Importante?

A decisão do TRF3 reforça que doenças como a epilepsia, mesmo não sendo uma deficiência física visível, podem limitar significativamente a vida de uma pessoa e justificar a concessão do BPC, principalmente quando acompanhadas de vulnerabilidade social.


Conclusão: Seu Direito Deve Ser Respeitado

Se você ou um familiar enfrenta uma condição grave como epilepsia e vive com dificuldades financeiras, é essencial buscar orientação. O BPC/LOAS pode garantir dignidade e qualidade de vida, mas o processo pode exigir provas técnicas e jurídicas.

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Sobre o Autor

Suzana Maluf

Advogada especialista em Direito Previdenciário.

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