Fui Chamado para Perícia do INSS: O Que Devo Esperar?

Fui Chamado para Perícia do INSS: O Que Devo Esperar?

Tudo o que você precisa saber para se preparar e garantir seus direitos

Você está com a saúde debilitada, não consegue mais trabalhar como antes e decidiu buscar seu direito a um benefício por incapacidade no INSS.
Então chega a mensagem:
  “Você foi convocado para perícia médica.”

É nesse momento que surgem as dúvidas:

  • O que vai acontecer na perícia?
  • Como devo me comportar?
  • O que preciso levar?
  • E se o perito não acreditar em mim?

Fique tranquilo(a). Esse texto foi escrito para te ajudar a enfrentar a perícia com segurança e clareza, sabendo o que esperar, como agir e como se proteger de decisões injustas.

Sou Dr. [Seu Nome], advogado previdenciário com atuação nacional, e lidero um dos escritórios mais respeitados do Brasil na área de benefícios por incapacidade. Já ajudamos centenas de clientes a garantir o que é seu por direito — inclusive após negativas injustas do INSS.

O que é a perícia médica do INSS?

A perícia médica é a etapa em que o INSS avalia se você realmente está incapacitado para o trabalho, seja de forma temporária (auxílio-doença) ou permanente (aposentadoria por invalidez).

Ela pode acontecer em diferentes situações:

  • Após o pedido de um novo benefício
  • Para prorrogar um benefício já concedido
  • Em uma convocação no pente-fino do INSS
  • Quando há dúvida sobre a permanência da incapacidade

O que o perito do INSS avalia?

O médico perito analisa três elementos principais:

  1. A existência de uma doença ou lesão (com base em exames e laudos)
  2. A gravidade dessa condição
  3. Se ela impede você de realizar suas atividades profissionais habituais

Em outras palavras: não basta estar doente. É preciso comprovar que a doença ou condição limita sua capacidade de trabalhar.

O que esperar no dia da perícia?

A consulta costuma ser rápida — geralmente dura entre 5 e 10 minutos.
Durante esse tempo, o perito pode:

  • Fazer perguntas sobre sua rotina, profissão e sintomas
  • Solicitar que você realize alguns movimentos físicos (ex.: andar, levantar os braços)
  • Analisar os documentos médicos que você levou
  • Verificar se existe compatibilidade entre o que você relata e o que os exames mostram
  • Emitir um parecer técnico que será usado para aprovar ou negar o benefício

O que você deve levar para a perícia? (Checklist)

Laudos médicos completos
Com CID, descrição da limitação, tempo estimado de afastamento e assinatura do profissional.

✔️ Exames atualizados
Como ressonância, raio-x, eletrocardiograma, tomografias, exames laboratoriais, etc.

✔️ Receitas e relatórios de tratamento
Provas de que você está fazendo acompanhamento médico contínuo.

✔️ Declaração do médico assistente
Documento feito pelo seu médico de confiança, explicando o histórico da doença, os sintomas e o impacto na sua rotina.

✔️ Carteira de trabalho, holerites ou MEI
Para comprovar sua atividade profissional e mostrar o tipo de esforço que você realizava.

✔️ Comprovantes de afastamento
Se for empregado, leve atestados já apresentados à empresa ou CATs.

Dicas práticas para o dia da perícia

Chegue com pelo menos 30 minutos de antecedência
🔸 Leve os documentos organizados em ordem cronológica
Vista-se de forma adequada à sua rotina (sem simulação ou exagero)
🔸 Fale com clareza e responda apenas o que for perguntado
Descreva sua dor, mas com objetividade (sem teatralização)
🔸 Mostre-se colaborativo, mas firme: você está ali para buscar um direito

O que NÃO fazer na perícia

Não mentir sobre sintomas ou exagerar na condição
❌ Não tentar “convencer o perito pela emoção” — ele trabalha com dados técnicos
❌ Não omitir tratamentos ou doenças associadas
❌ Não faltar à perícia ou reagendar sem justificativa
❌ Não discutir com o perito, mesmo se sentir injustiçado

E se o INSS negar, mesmo com tudo certo?

Infelizmente, isso é mais comum do que parece.
Milhares de pessoas recebem laudos dizendo que estão aptas, mesmo com doenças graves e evidente incapacidade.

 Mas a negativa não é definitiva.

Você pode — e deve — reagir:

  1. Entrar com recurso administrativo dentro do prazo
  2. Apresentar novos documentos, laudos ou exames atualizados
  3. Iniciar uma ação judicial com pedido de nova perícia médica, feita por perito judicial independente

Caso real: benefício negado, vitória na Justiça

Dona Tereza, 60 anos, cuidadora de idosos, foi diagnosticada com fibromialgia severa e depressão.
A perícia do INSS disse que “ela estava em boas condições físicas” e negou o auxílio-doença.

Entramos com ação judicial, com laudo psicológico e médico reescrito com linguagem técnica e focada nas limitações funcionais.

 Resultado: aposentadoria por invalidez concedida com retroativo de 8 meses.
  “O que mais me doía era não ser levada a sério. O escritório acreditou em mim.”

Conclusão: a perícia é decisiva — mas você não precisa enfrentá-la sozinho(a)

A perícia é um dos momentos mais sensíveis de todo o processo previdenciário.
E ela pode mudar completamente a sua vida.

Por isso, informação correta e orientação especializada fazem toda a diferença.

Como o nosso escritório pode te ajudar:

1- Analisamos seus documentos antes da perícia
2- Te orientamos sobre o que falar e como se portar
3- Organizamos seu processo para o máximo aproveitamento
4- Atuamos em recursos e ações judiciais com estratégia de verdade

Sua saúde não pode esperar. Seu benefício não pode ser negado injustamente.
Conte com quem entende a dor e domina a solução.

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Sobre o Autor

Suzana Maluf

Advogada especialista em Direito Previdenciário.

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