Guia de planejamento previdenciário para autônomos, profissionais liberais e MEIs

Guia de planejamento previdenciário para autônomos, profissionais liberais e MEIs

Para quem trabalha por conta própria, garantir a segurança financeira no futuro pode parecer um desafio. A rotina flexível e a ausência de um empregador que se encarregue das contribuições para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) podem levar muitos a adiar o planejamento previdenciário. No entanto, o tempo é um fator crucial, e começar a contribuir corretamente o quanto antes é fundamental para assegurar uma aposentadoria tranquila.

Na Maluf Advogados Associados, entendemos as particularidades da vida profissional de autônomos, profissionais liberais e Microempreendedores Individuais (MEIs). Por isso, preparamos este guia para esclarecer as principais dúvidas e te ajudar a construir uma base sólida para o seu futuro.

A importância de contribuir para o INSS

Pagar o INSS não é apenas uma obrigação legal para quem exerce atividade remunerada, mas também um investimento na sua própria proteção e na de sua família. As contribuições garantem o acesso a uma série de benefícios, como:

  • Aposentadoria: por idade, por tempo de contribuição ou por invalidez.
  • Auxílio-doença: em caso de afastamento temporário por motivo de saúde.
  • Salário-maternidade: para a segurada que precisa se afastar por conta do nascimento de um filho.
  • Pensão por morte: para os dependentes do segurado falecido.

Sem as contribuições regulares, você e sua família ficam desprotegidos em momentos de dificuldade, como uma doença, um acidente ou mesmo na velhice.


Como autônomos e profissionais liberais devem contribuir?

Profissionais que exercem atividades por conta própria, como médicos, dentistas, engenheiros, advogados, ou que vendem serviços de forma independente, são classificados pelo INSS como Contribuintes Individuais. A contribuição pode ser feita de duas formas principais:

1. Plano Normal (20%)

  • Alíquota: 20% sobre o salário de contribuição (o valor que você declara como sua renda mensal).
  • Limites: o salário de contribuição deve ser entre o salário mínimo e o teto do INSS.
  • Vantagem: essa modalidade permite que você se aposente por tempo de contribuição e por idade. Além disso, o valor da aposentadoria pode ser maior, pois o cálculo leva em conta a média das contribuições.
  • Código de recolhimento: 1007.

2. Plano Simplificado (11%)

  • Alíquota: 11% sobre o valor do salário mínimo vigente.
  • Vantagem: o valor da contribuição é menor e mais acessível.
  • Desvantagem: essa modalidade dá direito apenas à aposentadoria por idade. Se você quiser se aposentar por tempo de contribuição, terá que complementar a diferença.
  • Código de recolhimento: 1163.

Como pagar? As contribuições são feitas através da Guia da Previdência Social (GPS), que pode ser gerada no site da Receita Federal ou em agências do INSS. O pagamento deve ser realizado até o dia 15 do mês seguinte ao da competência.


Como o MEI deve contribuir?

O Microempreendedor Individual tem um sistema de contribuição mais simples e integrado. A contribuição para o INSS já está incluída no valor do DAS-MEI (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

  • Alíquota: 5% sobre o salário mínimo vigente.
  • Vantagem: o valor é fixo e muito baixo, facilitando o pagamento.
  • Limitação: essa contribuição dá direito apenas à aposentadoria por idade com o valor de um salário mínimo.
  • Atenção: se o MEI deseja ter uma aposentadoria com valor superior ao salário mínimo ou se aposentar por tempo de contribuição, ele pode complementar a contribuição. O valor complementar é de 15% sobre a diferença entre o salário mínimo e o salário de contribuição desejado, até o teto do INSS.

Planejamento Previdenciário: um investimento na sua tranquilidade

A escolha da modalidade de contribuição não deve ser feita de forma aleatória. Um planejamento previdenciário é um estudo detalhado do seu histórico de trabalho e contribuições, feito por um especialista em direito previdenciário. Ele vai te ajudar a:

  • Calcular o tempo de contribuição: descobrir exatamente quando você poderá se aposentar.
  • Projetar o valor do benefício: estimar qual será o valor da sua aposentadoria.
  • Identificar e corrigir pendências: verificar se há erros ou contribuições que não foram computadas corretamente no seu extrato CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais).
  • Definir a melhor estratégia de contribuição: escolher a alíquota e o plano que mais se adequa aos seus objetivos e realidade financeira.

Não espere ter 60 anos para começar a pensar na sua aposentadoria. O futuro começa hoje. Na Maluf Advogados Associados, estamos prontos para te ajudar a traçar a melhor estratégia para garantir a sua tranquilidade e segurança financeira.

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Sobre o Autor

Suzana Maluf

Advogada especialista em Direito Previdenciário.

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