Neoplasia maligna dá direito à aposentadoria integral? Entenda!

Neoplasia maligna dá direito à aposentadoria integral? Entenda!

A neoplasia maligna dá direito à aposentadoria integral, você sabia?

Também conhecida como câncer, essa é uma doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. E, além dos desafios físicos e emocionais enfrentados pelos pacientes, muitos também se preocupam com as implicações financeiras que a doença pode trazer. Isso porque o tratamento pode afetar as atividades de rotina da pessoa, inclusive a capacidade de trabalhar.

Dessa forma, uma das principais dúvidas é se a neoplasia maligna dá direito à aposentadoria integral.

Neste conteúdo, vamos esclarecer se a neoplasia maligna dá direito à aposentadoria integral e o que fazer para reverter um pedido negado pelo INSS.

Se você está passando por esse momento difícil ou conhece alguém que está, continue lendo para obter informações importantes sobre seus direitos e benefícios.

O que é a neoplasia maligna

A neoplasia maligna, popularmente conhecida como câncer, é uma doença caracterizada pelo crescimento descontrolado de células anormais no organismo.

Essas células podem se espalhar para outras partes do corpo, comprometendo o funcionamento dos órgãos e sistemas.

Existem diversos tipos de câncer, como o de mama, pulmão, próstata, entre outros, cada um com suas particularidades e formas de tratamento.

Os sintomas da neoplasia maligna variam de acordo com o tipo e estágio do câncer, mas podem incluir perda de peso inexplicável, fadiga, dor persistente, alterações na pele e nos órgãos afetados, entre outros.

Esses sintomas podem comprometer significativamente a capacidade de um indivíduo de desempenhar suas atividades diárias, incluindo o trabalho.

A fadiga extrema, por exemplo, pode dificultar a concentração e a produtividade no ambiente profissional. Além disso, os tratamentos para o câncer, como a quimioterapia e a radioterapia, podem causar efeitos colaterais que afetam a capacidade de trabalho, como náuseas, vômitos e fraqueza.

Quando a neoplasia maligna dá direito à aposentadoria integral?

A neoplasia maligna pode dar direito à aposentadoria por invalidez, desde que preenchidos os requisitos estabelecidos pela legislação previdenciária.

De acordo com a Lei nº 8.213/91, é necessário comprovar a existência da doença por meio de laudo médico. Também é preciso ter contribuído para a Previdência Social por um determinado período, que varia de acordo com o tipo de câncer e a idade do segurado.

A aposentadoria por invalidez tem direito a receber o valor integral quando a doença é de caráter ocupacional ou proveniente de acidente de trabalho.

Assim, para o portador de neoplasia maligna receber a aposentadoria integral, é preciso que o câncer seja uma doença incapacitante para o trabalhador.

Qual o valor da aposentadoria integral?

O valor da aposentadoria por invalidez por neoplasia maligna é calculado com base na média dos salários de contribuição do segurado desde julho de 1994 até a data do diagnóstico da doença.

Essa média é multiplicada pelo fator previdenciário, que leva em consideração a idade do segurado, o tempo de contribuição e a expectativa de vida.

Já para aposentadoria integral, o valor é de 100% do salário base.

É importante entender que, se a doença incapacitar permanentemente o trabalhador e este necessitar de ajuda de um cuidador, esse valor poderá ter o acréscimo de 25%.

Como solicitar a aposentadoria integral?

Primeiro, é preciso que o trabalhador com câncer comprove no INSS a doença e a sua incapacidade para qualquer tipo de trabalho. Assim, é preciso dar entrada pelo aplicativo Meu INSS ou através da central de atendimento no 135, apresentando toda a documentação necessária.

Essa documentação inclui laudos médicos e exames, assim como documentos de identificação.

Após o pedido feito pelo aplicativo ou telefone, será agendada uma perícia médica do INSS para apresentação de documentos e análise do médico. Esse é o momento de comprovar a doença e a sua relação com o trabalho.

Vale entender também que se a doença já era preexistente, mas acabou sendo agravada por conta do trabalho, ela pode chegar a ser considerada como doença ocupacional.

Portanto, antes de dar entrada no pedido, é importante conversar com um advogado previdenciário. Ele poderá indicar quais os documentos certos para solicitar o benefício de forma correta e evitar chances de receber uma negativa.

O que fazer se o INSS negar o pedido de aposentadoria por invalidez para portador de câncer?

A negativa do INSS não significa que o paciente não tenha direito à aposentadoria por invalidez. Muitas vezes, a negativa ocorre devido a erros no preenchimento da documentação ou falta de informações adequadas.

Por isso, é fundamental buscar a ajuda de um advogado especializado em direito previdenciário para analisar o caso e verificar se há possibilidade de recurso.

Caso o INSS negue o pedido de aposentadoria por invalidez, o próximo passo é entrar com um recurso administrativo.
Neste recurso, é importante apresentar todos os documentos médicos que comprovem a gravidade da doença e a incapacidade de trabalhar. Além disso, é fundamental contar com um laudo médico detalhado, que descreva todas as limitações físicas e emocionais causadas pelo câncer.

Às vezes, a depender da situação, é até indicado entrar com o pedido diretamente na Justiça. Por isso, um advogado poderá te mostrar o caminho mais eficiente para conseguir reverter a resposta dessa negativa e conseguir a aprovação do benefício.

Se você continua com dúvidas sobre o assunto, fale com a nossa equipe de advogados. São 15 anos representando centenas de segurados a conseguirem seus direitos na Justiça de forma ágil e eficaz. Clique aqui e fale conosco!

Sobre o Autor

Suzana Maluf

Advogada especialista em Direito Previdenciário.

Você também pode gostar

Maluf Associados e Advogados - ©Todos os direitos Reservados - 2023
R. Brasil, 250 – Jardim dos Estados, cep 79010-230 - Campo Grande – MS.
CNPJ 43060097/0001-30