Receber a prescrição de um medicamento de alto custo já é um momento delicado para qualquer paciente e sua família. No entanto, o desafio muitas vezes se torna ainda maior quando, ao solicitar a cobertura pelo plano de saúde, o beneficiário recebe um “não” como resposta.
As justificativas das operadoras são variadas: “o medicamento não consta no rol da ANS”, “é de uso domiciliar” ou “não preenche as diretrizes de utilização”. Mas você sabia que a maioria dessas negativas é considerada abusiva pela justiça?
Neste artigo, vamos explicar seus direitos e como reverter essa situação.
As operadoras geralmente se apegam a interpretações restritivas para evitar custos elevados. As justificativas mais comuns são:
O entendimento dos tribunais brasileiros, incluindo o STJ (Superior Tribunal de Justiça), é amplamente favorável ao paciente. A premissa é simples: quem estabelece o tratamento adequado para o paciente é o médico, não o plano de saúde.
Se a doença tem cobertura contratual (como o câncer, doenças raras, crônicas ou autoimunes), o plano não pode limitar o tipo de medicamento necessário para a cura ou controle da enfermidade, mesmo que ele seja de alto custo ou importado.
Se você recebeu uma negativa, siga estes passos:
É direito do consumidor receber o motivo da recusa por escrito, de forma clara e detalhada. Não aceite apenas a resposta por telefone.
Peça ao seu médico um relatório detalhado justificando:
Pela urgência que o caso requer, um advogado especialista pode ingressar com uma ação judicial pedindo uma liminar. Essa é uma decisão rápida (muitas vezes proferida em 24h ou 48h) que obriga o plano de saúde a fornecer a medicação imediatamente, antes mesmo do fim do processo.
Sim. A justiça entende que a negativa indevida de um medicamento vital gera um abalo psicológico que ultrapassa o mero descumprimento contratual. Portanto, além de conseguir o remédio, o paciente pode ser indenizado pelo sofrimento e pela angústia causados pela operadora.
O Rol da ANS é apenas uma lista de referência mínima, e não uma barreira intransponível. Se o seu médico prescreveu, você tem o direito de receber. A saúde e a vida têm prioridade total sobre os interesses financeiros das operadoras.
Seu plano de saúde negou o fornecimento do seu medicamento? Não perca tempo precioso tentando negociar com quem já disse “não”. O escritório Maluf Advogados Associados tem vasta experiência em ações contra planos de saúde e está pronto para agir com a rapidez que sua saúde exige.
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