A diabetes é uma doença crônica que afeta milhões de brasileiros. Embora muitas pessoas com diabetes vivam vidas plenas e ativas, em alguns casos, as complicações da doença podem ser tão severas que comprometem a capacidade de trabalhar. Surge, então, a dúvida: a diabetes aposenta? Quem tem direito e como solicitar?
Na Maluf Advogados Associados, sabemos que essa é uma questão crucial para muitos segurados. É importante esclarecer que a diabetes, por si só, não garante aposentadoria. O que pode levar ao direito a um benefício do INSS é a incapacidade para o trabalho decorrente das complicações da doença.
Quando a Diabetes Pode Gerar Direito a Benefícios?
O INSS avalia a limitação funcional que a diabetes e suas comorbidades (doenças associadas) causam na vida profissional do segurado. Ou seja, o benefício é concedido se a doença, em seu estágio e com suas complicações, impede a pessoa de exercer suas atividades laborais de forma temporária ou permanente.
As complicações da diabetes que mais frequentemente levam à incapacidade incluem:
- Retinopatia diabética grave: Comprometimento da visão que pode levar à cegueira.
- Nefropatia diabética: Doença renal crônica que pode exigir diálise ou transplante.
- Neuropatia diabética grave: Dano aos nervos que causa dor intensa, perda de sensibilidade (especialmente nos pés, levando a úlceras e amputações) ou disfunções orgânicas.
- Cardiopatia diabética: Problemas cardíacos severos.
- Acidente Vascular Cerebral (AVC).
- Amputações devido a complicações nos pés.
- Complicações graves e frequentes que exigem internações ou repouso prolongado.
Quais Benefícios a Pessoa com Diabetes Pode Obter?
Dependendo do grau de incapacidade e do histórico de contribuições ao INSS, a diabetes pode dar direito a três tipos principais de benefícios:
- Auxílio-Doença (Benefício por Incapacidade Temporária):
- Para quem é: Segurados que estão temporariamente incapacitados para o trabalho por mais de 15 dias devido à diabetes e suas complicações.
- Requisitos:
- Qualidade de segurado: Ter contribuído para o INSS antes do início da incapacidade (ou estar no “período de graça”).
- Carência: Ter, no mínimo, 12 contribuições mensais ao INSS. Em casos de diabetes com complicações graves que se enquadram na lista de doenças graves (como a nefropatia grave, por exemplo), a carência pode ser dispensada.
- Comprovação da incapacidade: Por meio de laudos, exames e relatórios médicos detalhados.
- Aposentadoria por Invalidez (Benefício por Incapacidade Permanente):
- Para quem é: Segurados que são considerados incapazes de forma total e permanente para qualquer tipo de trabalho e que não podem ser reabilitados para outra função.
- Requisitos:
- Os mesmos do auxílio-doença (qualidade de segurado e carência de 12 meses, com possíveis dispensas em casos graves).
- Comprovação de incapacidade permanente: A diabetes e suas complicações devem ser tão severas que a recuperação é improvável e o segurado não consegue exercer nenhuma atividade que lhe garanta sustento.
- BPC/LOAS (Benefício de Prestação Continuada):
- Para quem é: Pessoas com deficiência (incluindo aquelas cuja diabetes cause grave limitação funcional) que nunca contribuíram para o INSS ou não possuem qualidade de segurado. Além da deficiência, a renda familiar por pessoa deve ser inferior a 1/4 do salário mínimo.
- Requisitos:
- Comprovação da deficiência: A diabetes deve causar impedimentos de longo prazo (mínimo de 2 anos) que, em interação com barreiras, impossibilitem a participação plena na sociedade. Isso é avaliado por perícia médica e social do INSS.
- Vulnerabilidade social: Renda familiar per capita inferior a 1/4 do salário mínimo (considerando flexibilizações em caso de gastos elevados com saúde).
O Processo de Solicitação e a Perícia Médica do INSS
Para qualquer um desses benefícios, a etapa mais crucial é a perícia médica do INSS. Ela determinará se a sua condição de saúde te incapacita ou não para o trabalho. Para aumentar as chances de aprovação, é fundamental apresentar uma documentação médica completa e detalhada, que inclua:
- Laudos e relatórios médicos recentes de seu endocrinologista, neurologista, oftalmologista, nefrologista ou outros especialistas que o acompanham.
- Resultados de exames que comprovem as complicações da diabetes (ex: exames oftalmológicos, de função renal, eletroneuromiografia, etc.).
- Receitas médicas de medicamentos de uso contínuo.
- Histórico de internações, cirurgias ou tratamentos relacionados à diabetes.
- Declarações ou relatórios que descrevam o impacto da doença na sua rotina diária e profissional.
É essencial que os relatórios médicos especifiquem claramente as limitações funcionais que a diabetes impõe no seu dia a dia e na sua capacidade de exercer a profissão.
A Importância de um Advogado Especialista
Lidar com a burocracia do INSS e as complexidades das perícias pode ser exaustivo, especialmente quando a saúde já está fragilizada. Ter o suporte de um advogado especialista em direito previdenciário faz toda a diferença:
- Ele poderá analisar seu caso e sua documentação para identificar o melhor caminho a seguir.
- Orientará sobre quais documentos médicos são mais importantes e como apresentá-los na perícia.
- Acompanhará o processo administrativo junto ao INSS.
- Entrará com recursos administrativos ou ações judiciais (como um Mandado de Segurança, se houver demora injustificada, ou uma ação para concessão do benefício) caso seu pedido seja negado, lutando para garantir seu direito na Justiça.
A diabetes, em suas manifestações mais graves, pode sim ser motivo para a concessão de benefícios previdenciários. Não deixe de buscar seus direitos.
Se você ou alguém que você conhece tem diabetes e enfrenta dificuldades para trabalhar, entre em contato com a Maluf Advogados Associados. Estamos prontos para analisar seu caso e oferecer o suporte jurídico necessário.
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