Se você está buscando o BPC (Benefício de Prestação Continuada), também conhecido como LOAS, sabe que o caminho envolve duas etapas fundamentais: a perícia médica e a perícia social.
Enquanto a perícia médica foca na deficiência ou na condição de saúde, a perícia social serve para analisar a sua realidade de vida. É o momento em que o assistente social do INSS (ou da Justiça) avalia se você realmente se enquadra no critério de “vulnerabilidade social”.
Mas o que exatamente eles olham? Como você deve se comportar? Vamos esclarecer os pontos principais para que você se sinta seguro(a).
Diferente da médica, que ocorre em um consultório, a perícia social é uma entrevista. Ela pode acontecer em uma agência do INSS ou através de uma visita domiciliar. O objetivo é entender como é a rotina da família, quem mora na casa, como a renda é gasta e quais são as barreiras que a pessoa com deficiência ou o idoso enfrenta no dia a dia.
O profissional vai muito além do “valor do aluguel”. Ele observa o contexto completo:
A regra de ouro é: fale a verdade e seja transparente. Não tente esconder nem aumentar a situação. Aqui estão dicas práticas:
Muitas pessoas ficam desesperadas achando que precisam mostrar uma casa em condições precárias para conseguir o benefício. Isso é um erro. Ter uma casa limpa, pintada ou com móveis simples não impede a concessão do BPC. O que conta é o equilíbrio entre a renda que entra e o custo de vida necessário para manter a dignidade daquela pessoa.
A perícia social não deve ser vista como um interrogatório, mas como a sua oportunidade de mostrar ao Estado que o benefício não é um luxo, mas uma necessidade de sobrevivência.
Muitas negativas acontecem porque o segurado não soube explicar os gastos que “consomem” a renda da família, fazendo parecer que sobra dinheiro quando, na verdade, falta para o básico.
Ficou com dúvida sobre quem deve ou não entrar no cálculo da renda da sua família? Esse é o erro mais comum que leva à negativa do LOAS.
