Empréstimos Não Autorizados: Seus Direitos e os Passos para Denunciar

Empréstimos Não Autorizados: Seus Direitos e os Passos para Denunciar

Você abriu o extrato da sua conta ou o demonstrativo do seu benefício do INSS e se deparou com um valor que não reconhece? Ou pior: percebeu que parcelas de um empréstimo que você nunca contratou estão sendo descontadas mensalmente?

Essa situação, infelizmente, é mais comum do que se imagina e atinge principalmente aposentados, pensionistas e servidores públicos. O chamado empréstimo consignado não solicitado é uma prática abusiva e, em muitos casos, fruto de fraude.

Neste artigo, vamos explicar quais são os seus direitos diante dessa situação e o passo a passo para interromper essa cobrança indevida.

É Legal o Banco Depositar um Empréstimo sem Autorização?

A resposta é curta e clara: Não.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), o envio de qualquer produto ou a prestação de qualquer serviço sem solicitação prévia é considerado uma prática abusiva. No caso de valores depositados sem o seu consentimento, o montante pode até ser equiparado a uma “amostra grátis”, embora o caminho correto seja buscar a anulação do contrato.

Quais são os seus direitos?

Se você foi vítima dessa prática, a lei garante proteção imediata:

  1. Cancelamento do Contrato: Você tem o direito de anular o empréstimo e parar os descontos.
  2. Repetição do Indébito: Em muitas situações, a justiça determina que o banco devolva os valores descontados indevidamente em dobro.
  3. Indenização por Danos Morais: A justiça brasileira entende que o desconto indevido de verba alimentar (salário ou aposentadoria) gera um transtorno que ultrapassa o mero aborrecimento, cabendo indenização.
  4. Exclusão de Negativação: Caso o seu nome tenha ido para órgãos de proteção ao crédito devido a esse empréstimo fraudulento, a limpeza do nome deve ser imediata.

Passo a Passo: O que fazer ao identificar a fraude?

1. Não utilize o dinheiro

Se o valor foi depositado na sua conta, deixe-o parado. Utilizar o dinheiro pode ser interpretado pelo banco (e às vezes pela justiça) como uma aceitação tácita do empréstimo.

2. Registre um Boletim de Ocorrência

O “B.O.” é essencial para formalizar que você foi vítima de uma fraude ou má-fé bancária. Hoje, isso pode ser feito online no site da Polícia Civil do seu estado.

3. Formalize a reclamação no Banco e no Consumidor.gov

Entre em contato com o SAC ou a Ouvidoria do banco e anote o protocolo. Registre também uma queixa no portal Consumidor.gov.br, que é monitorado pela Secretaria Nacional do Consumidor.

4. Bloqueie Empréstimos no “Meu INSS”

Se você é aposentado, acesse o portal ou aplicativo Meu INSS e utilize a função “Bloqueio de Empréstimo para Mensalidade”. Isso impede que novas fraudes ocorram.

Por que buscar um Advogado Especialista?

Muitas vezes, o banco se recusa a cancelar o contrato administrativamente, alegando que “houve assinatura digital” ou “uso de biometria”. O problema é que fraudadores conseguem burlar esses sistemas facilmente.

Um especialista em Direito Bancário possui as ferramentas técnicas para:

  • Identificar falhas na segurança do banco.
  • Entrar com pedidos de liminar para suspender os descontos em poucos dias.
  • Garantir que você não apenas pare de perder dinheiro, mas seja compensado pelos danos sofridos.

Conclusão

Você não precisa pagar por um erro ou por uma fraude que não cometeu. O sistema bancário é responsável pela segurança das operações que oferece e, se ele falhou, você deve ser protegido.

Percebeu um desconto indevido na sua conta? Não espere o prejuízo aumentar. O escritório Maluf Advogados Associados atua na defesa de consumidores contra abusos bancários. Entre em contato conosco para garantir que seus direitos sejam respeitados e sua estabilidade financeira recuperada.Gostaria que eu adaptasse este texto para um formato de e-mail informativo (newsletter) para enviar aos seus clientes?

Maluf Advogados Associados
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Sobre o Autor

Suzana Maluf

Advogada especialista em Direito Previdenciário.

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