Saber quanto tempo falta para se aposentar é uma dúvida comum entre os segurados do INSS. Mas essa resposta não depende apenas de saber quantos anos de contribuição você possui.
Depois da Reforma da Previdência, em vigor desde 2019, existem diferentes regras de aposentadoria e regras de transição. Por isso, duas pessoas com a mesma idade e o mesmo tempo de contribuição podem ter datas diferentes para cumprir os requisitos.
A boa notícia é que o próprio INSS oferece uma ferramenta que permite fazer uma simulação com base nas informações registradas no sistema.
A forma mais prática é utilizar o serviço “Simular Aposentadoria”, disponível no site ou aplicativo Meu INSS.
Para fazer a simulação:
O sistema utiliza as informações que constam na base de dados do INSS e pode permitir a inclusão ou alteração de alguns dados para a simulação. O resultado apresenta uma projeção do tempo necessário para a aposentadoria, mas não garante o direito ao benefício.
O resultado do simulador depende das informações que estão registradas no INSS. Por isso, períodos de trabalho ou contribuições que não estejam corretamente registrados podem interferir na simulação.
É importante conferir o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) e verificar se os vínculos empregatícios, salários de contribuição e demais períodos estão registrados corretamente.
Em determinadas situações, pode ser necessário apresentar documentos para comprovar períodos que não aparecem ou apresentam alguma inconsistência no cadastro.
Por isso, o tempo indicado pelo simulador deve ser entendido como uma projeção, e não como uma confirmação definitiva de que a pessoa já possui ou terá direito à aposentadoria naquela data.
Para descobrir quando poderá se aposentar, é necessário analisar diferentes informações, como:
Por isso, simplesmente somar os anos trabalhados nem sempre é suficiente para determinar a data da aposentadoria.
Atualmente, existem diferentes possibilidades de aposentadoria no INSS. Para quem já estava filiado ao RGPS antes da Reforma da Previdência, podem existir regras de transição.
Entre elas estão a regra dos pontos, a regra da idade mínima progressiva, os pedágios de 50% e 100% e a regra de transição relacionada à aposentadoria por idade. Também existem regras específicas para determinadas situações, como aposentadoria especial, aposentadoria da pessoa com deficiência e aposentadoria do professor.
Na regra de transição por pontos, é necessário somar a idade ao tempo de contribuição, além de cumprir o tempo mínimo exigido.
Em 2026, a pontuação exigida é de:
Essa pontuação aumenta progressivamente até alcançar os limites estabelecidos pela legislação.
Outra regra de transição combina idade mínima e tempo de contribuição.
Em 2026, são exigidos:
A idade mínima dessa regra aumenta progressivamente até chegar aos limites previstos na Reforma da Previdência.
Para quem ingressou no RGPS após a Reforma da Previdência, aplica-se a chamada aposentadoria programada. Atualmente, a regra geral prevê 62 anos de idade para mulheres e 65 anos para homens, além do tempo mínimo de contribuição e da carência exigidos.
Para quem já estava filiado ao INSS antes da Reforma, é necessário verificar se existe alguma regra de transição aplicável.
O simulador é uma ferramenta importante para ter uma primeira estimativa. Porém, o próprio INSS informa que o resultado é apenas uma projeção e não garante o direito à aposentadoria.
Isso acontece porque o sistema trabalha com os dados disponíveis em sua base. Se houver períodos não registrados, vínculos incorretos ou situações que dependam de comprovação, o resultado pode não representar toda a trajetória previdenciária do segurado.
Por isso, antes de solicitar a aposentadoria, é importante conferir o histórico contributivo e identificar qual regra pode ser aplicada ao caso.
A análise previdenciária deve considerar todo o histórico do segurado, e não apenas a idade e o tempo total de contribuição.
Em alguns casos, pode ser necessário verificar períodos de trabalho que não aparecem corretamente no CNIS, atividades exercidas em condições especiais, períodos rurais, contribuições antigas ou outras situações que possam influenciar o reconhecimento do tempo de contribuição.
Além disso, uma pessoa pode preencher os requisitos de mais de uma regra em momentos diferentes. Por isso, conhecer as possibilidades existentes pode ajudar no planejamento da aposentadoria.
Saber quanto tempo falta para se aposentar é apenas uma parte do planejamento.
Também é importante entender:
Quanto antes essas informações forem verificadas, maior será a possibilidade de organizar a documentação e evitar surpresas quando chegar o momento de solicitar a aposentadoria.
O primeiro passo é acessar o Meu INSS e realizar a simulação. Depois, é importante conferir se as informações utilizadas pelo sistema correspondem realmente à sua trajetória profissional.
Se houver dúvidas sobre o tempo de contribuição, períodos não registrados ou sobre qual regra de aposentadoria pode ser aplicada, uma análise individualizada pode ajudar a esclarecer a situação.
A aposentadoria começa a ser planejada antes do pedido.
