Comprovação de união estável: entenda o que é aceito na Justiça

Como comprovar a união estável: entenda o que é aceito na Justiça

Imagine um casal que vive junto há anos, compartilha as contas da casa, faz planos para o futuro e constrói uma família sem ter um casamento formalizado no papel. Esse é o caso de muitas pessoas no Brasil que optam pela união estável como forma de relacionamento. Mas, se não formalizou, como é possível comprovar a união estável?

No dia a dia, isso não faz diferença: o casal se considera uma família e divide todas as responsabilidades. Mas e se surgir a necessidade de comprovar essa relação legalmente?

Seja para incluir o(a) parceiro(a) no plano de saúde, garantir direitos sucessórios ou até mesmo reivindicar uma pensão, é essencial saber como comprovar a união estável.

A falta de documentação formal pode gerar dores de cabeça no futuro, especialmente em momentos delicados como uma separação ou falecimento de um dos companheiros.

Neste conteúdo, vamos explicar quais são os meios de comprovação aceitos pela Justiça, como oficializar a união estável e quais são os benefícios dessa formalização. Se você e seu parceiro(a) vivem juntos e querem garantir seus direitos, continue lendo para entender melhor esse assunto!

O que é a união estável

A união estável é uma relação entre duas pessoas caracterizada pela convivência duradoura, pública e com o objetivo de constituição de família.

Diferente do casamento, ela não exige uma cerimônia oficial e pode ser comprovada por meio de documentos e testemunhas. O Código Civil brasileiro reconhece a união estável como uma forma de família, garantindo direitos semelhantes ao casamento, como herança, partilha de bens e pensão.

No entanto, sem um documento formal, pode ser necessário recorrer à Justiça para comprovar essa relação em caso de disputa.

Como comprovar a união estável

Comprovar uma união estável pode ser necessário em diversas situações, como a inclusão de um parceiro em um plano de saúde, processos de herança, pedidos de pensão ou partilha de bens.

Se o casal não formalizou a relação em cartório, ainda assim existem vários documentos e provas que podem ser utilizados para demonstrar a relação na Justiça.

Documentos que podem ser usados como prova:

  • Declaração de imposto de renda: Caso um dos parceiros tenha declarado o outro como dependente, isso pode ser uma forte evidência da relação.
  • Comprovantes de residência: Contas de água, luz e telefone em nome dos dois ou com endereço compartilhado podem ajudar a comprovar a convivência.
  • Extratos bancários de conta conjunta: Se o casal mantinha uma conta conjunta, isso demonstra compartilhamento financeiro.
  • Apólices de seguro: Caso um tenha colocado o outro como beneficiário de um seguro de vida, isso indica o vínculo afetivo e financeiro entre eles.
  • Fotos e mensagens: Registros fotográficos e trocas de mensagens podem ser anexados como provas para demonstrar a relação ao longo do tempo.
  • Testemunhas: Amigos, familiares ou colegas de trabalho podem depor e confirmar a relação do casal.

Registro de filhos em comum: Caso o casal tenha filhos, a certidão de nascimento deles pode ser uma evidência forte da relação.

Para evitar complicações, o ideal é sempre reunir o máximo de provas possíveis e, se necessário, contar com um advogado especializado para auxiliar no processo de comprovação da união estável.

Por que é importante oficializar a união estável

Muitas pessoas acreditam que viver juntas por um longo tempo é suficiente para garantir direitos automaticamente.

No entanto, a falta de documentação formal pode trazer complicações e dores de cabeça no futuro, principalmente em momentos de separação ou falecimento de um dos parceiros.

Principais razões para oficializar a união estável:

  • Segurança jurídica: Ter um documento formalizado garante que a união estável seja reconhecida sem a necessidade de provar a relação na Justiça, evitando processos demorados.
  • Facilidade para obtenção de direitos: Muitos direitos, como inclusão em planos de saúde, aposentadoria por pensão e herança, exigem um documento oficial.
  • Definição do regime de bens: Sem um contrato registrado, a Justiça adota automaticamente o regime de comunhão parcial de bens. Caso o casal deseje um regime diferente, a oficialização é essencial.
  • Facilidade em caso de separação: Com a união estável formalizada, a divisão de bens e outras questões ficam mais claras, evitando brigas judiciais prolongadas.
  • Proteção patrimonial: Caso um dos parceiros falecça, a oficialização evita disputas entre familiares sobre a herança e garante a proteção do sobrevivente.
  • Reconhecimento imediato do relacionamento: Em bancos, empresas e órgãos públicos, um documento registrado facilita o reconhecimento da relação, evitando burocracias excessivas.

Ao formalizar a união estável em cartório, o casal evita problemas futuros e garante tranquilidade e segurança para ambos. Para quem deseja maior proteção jurídica e facilidade no reconhecimento da relação, a oficialização é um passo essencial.

Como faz para oficializar a união estável

A oficialização da união estável pode ser feita de forma simples, com poucos passos:

  • Contrato particular: O casal pode elaborar um contrato simples, assinado por ambos e registrado em cartório.
  • Declaração em cartório: O mais comum é comparecer ao cartório e registrar uma Declaração de União Estável, um documento público que comprova a relação.
  • Ação judicial: Em casos onde um dos companheiros falece ou há disputa de bens, é possível entrar com uma ação na Justiça para comprovar a relação.

O processo é rápido e garante maior segurança para ambas as partes.

É preciso de advogado para oficializar a união estável?

Muitos casais têm dúvidas se precisam contratar um advogado para oficializar a união estável. A resposta é: depende da situação do casal.

Para quem deseja apenas registrar a união estável de forma simples, não é obrigatório contar com um advogado. Basta comparecer a um cartório de notas e solicitar a escritura pública de união estável. O processo é rápido, sem burocracia e pode ser realizado com a presença apenas do casal e documentos pessoais.

No entanto, existem situações em que a presença de um advogado é recomendada, como:

  • Quando o casal deseja definir um regime de bens diferente do padrão (comunhão parcial de bens);
  • Se houver a necessidade de alterar ou desfazer a união estável futuramente;
  • Em casos de disputa por herança, pensão ou partilha de bens;
  • Quando um dos parceiros deseja garantir legalmente o direito do outro em relação a patrimônio adquirido antes da união;

Se for necessário ingressar com uma ação judicial para comprovar a relação, caso um dos parceiros ou familiares contestem. Se a intenção for apenas registrar a união, o processo é simples e pode ser feito diretamente no cartório.

No entanto, para garantir uma segurança jurídica mais ampla, principalmente em relação ao regime de bens e direitos futuros, a orientação de um advogado pode evitar complicações e assegurar que ambas as partes estejam protegidas.

Papel do advogado na comprovação da união estável

Em alguns casos, pode ser necessário contar com a ajuda de um advogado para comprovar a união estável, principalmente quando:

  • O casal precisa entrar com um processo judicial para garantir direitos;
  • Há disputa sobre herança ou partilha de bens;
  • O cartório se recusa a reconhecer a relação;
  • Existe necessidade de incluir um companheiro como dependente em planos de saúde ou pensão.

O advogado pode auxiliar na reunião de provas, na elaboração do contrato e na defesa dos direitos do casal na Justiça.

Portanto, se você vive em união estável, é fundamental entender como comprovar essa relação para garantir seus direitos.
A formalização do relacionamento facilita o acesso a benefícios, evita complicações legais e assegura proteção jurídica ao casal.

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Sobre o Autor

Suzana Maluf

Advogada especialista em Direito Previdenciário.

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